Plano de aula EF06MA04 — Fluxograma para determinar a paridade de um número natural (6º ano)
EF06MA04
“Construir algoritmo em linguagem natural e representá-lo por fluxograma que indique a resolução de um problema simples (por exemplo, se um número natural qualquer é par).”
Texto oficial da BNCC · Objeto de conhecimento: Fluxograma para determinar a paridade de um número natural; Múltiplos e divisores de um número natural; Números primos e compostos
O que a habilidade EF06MA04 significa na prática
A habilidade EF06MA04 foca no desenvolvimento do pensamento computacional e do raciocínio lógico-matemático dos estudantes do 6º ano. Ela exige que o aluno seja capaz de descrever, em linguagem comum (linguagem natural), uma sequência de passos ordenados para resolver um problema simples. Essa sequência é o que chamamos de algoritmo. O problema exemplar citado é determinar a paridade de um número natural, ou seja, se ele é par ou ímpar, mas a ideia se estende a qualquer problema de fácil resolução por etapas claras.
Além de construir o algoritmo em linguagem natural, o estudante deve representá-lo visualmente por meio de um fluxograma. Isso implica conhecer e utilizar os símbolos básicos dos fluxogramas (início/fim, processo, decisão, entrada/saída e setas de fluxo) para ilustrar a sequência lógica, as ações a serem tomadas e os pontos de decisão. A representação visual auxilia na compreensão da estrutura do algoritmo e na identificação de possíveis falhas na lógica.
Ao dominar esta habilidade, o aluno não apenas saberá como verificar a paridade de um número (aplicando a regra da divisibilidade por 2), mas também terá desenvolvido a capacidade de decompor problemas em etapas menores, organizar o pensamento de forma sequencial e expressar essa organização de maneira clara e padronizada. Isso é fundamental para a resolução de problemas mais complexos em matemática e em outras áreas do conhecimento.
Plano de aula de exemplo: Construindo Algoritmos e Fluxogramas para Determinar a Paridade de Números Naturais
Duração sugerida: 2 aulas de 50 minutos
Objetivos de aprendizagem
- Compreender o conceito de algoritmo como uma sequência finita de passos para resolver um problema.
- Construir algoritmos em linguagem natural para identificar se um número natural é par ou ímpar.
- Representar algoritmos de paridade por meio de fluxogramas, utilizando a simbologia padrão.
- Aplicar o algoritmo e o fluxograma para verificar a paridade de diferentes números naturais.
Materiais
- Quadro branco ou lousa e marcadores/giz
- Papel sulfite ou caderno
- Lápis e borracha
- Cartões com números naturais (ex: 7, 12, 25, 30, 101, 150)
- Folhas com os símbolos de fluxograma impressos (opcional, para consulta rápida)
1. Introdução
Para iniciar, em aproximadamente 15 minutos na primeira aula, perguntaremos aos alunos: "Como podemos ter certeza se um número é par ou ímpar?". Escutaremos as diversas estratégias, focando na ideia da divisão por 2. Apresentaremos alguns números, como 8, 15, 20, 31, e pediremos para classificá-los rapidamente. Em seguida, introduziremos a ideia de que, para resolver qualquer problema, podemos seguir um 'passo a passo', como uma receita de bolo ou as instruções para montar um brinquedo. Este 'passo a passo' é o que chamamos de algoritmo.
2. Desenvolvimento
Na primeira aula (35 minutos restantes), pediremos aos alunos, em duplas, que escrevam um 'passo a passo' detalhado para verificar se um número é par, utilizando suas próprias palavras. Por exemplo: '1. Pegar o número. 2. Dividir o número por 2. 3. Se o resto for zero, o número é par. 4. Se o resto for um, o número é ímpar.' Compartilharemos algumas dessas propostas no quadro. Em seguida, introduziremos a simbologia básica do fluxograma: Início/Fim (oval), Processo (retângulo), Decisão (losango), Entrada/Saída (paralelogramo) e Setas de fluxo. Desenhe um fluxograma simples no quadro, como 'Como saber se a torneira está vazando?', para familiarizá-los com os símbolos.
Na segunda aula (40 minutos), construiremos coletivamente o fluxograma para determinar a paridade de um número natural. Começaremos com o símbolo de 'Início'. Em seguida, 'Entrada: Ler o número N'. Depois, 'Processo: Calcular o resto da divisão de N por 2'. A partir daí, um losango de 'Decisão: O resto é zero?'. Se 'Sim', a 'Saída: N é par'. Se 'Não', a 'Saída: N é ímpar'. Finalizaremos com o símbolo de 'Fim'. Realizaremos exemplos práticos, usando os números 10, 7, 24 e 13. Os alunos, seguindo o fluxograma desenhado no quadro, verbalizarão o caminho percorrido para cada número, identificando se é par ou ímpar.
3. Fechamento
Nos últimos 15 minutos da segunda aula, faremos uma revisão rápida dos conceitos de algoritmo em linguagem natural e fluxograma. Pediremos que alguns alunos expliquem para a turma, com suas palavras, a importância de cada símbolo do fluxograma e como eles se relacionam com os passos do algoritmo. Para consolidar, proporemos um novo número, como 45 ou 100, e pediremos que a turma, em coro ou individualmente, siga os passos do fluxograma mentalmente, reforçando a lógica sequencial e a conclusão sobre a paridade.
Avaliação da aula
A avaliação será contínua, observando a participação ativa dos estudantes nas discussões, na construção coletiva dos algoritmos e fluxogramas, e na execução das atividades propostas. Verificaremos a clareza da linguagem natural nos algoritmos individuais e em dupla, a correta aplicação da simbologia dos fluxogramas e a capacidade de aplicar o processo para determinar a paridade de diferentes números.
3 sugestões de atividades
individual
O Algoritmo do Meu Dia
Pense em uma tarefa simples do seu dia a dia (ex: arrumar a mochila para a escola, escovar os dentes, preparar um lanche). Escreva um algoritmo em linguagem natural com, no mínimo, 5 passos para realizar essa tarefa. Em seguida, represente esse algoritmo com um fluxograma básico, utilizando os símbolos de Início/Fim (oval), Processo (retângulo) e Setas de fluxo. Exemplo de tarefa: 'Preparar um copo de suco de laranja'. Exemplo de passo: '1. Pegar uma laranja. 2. Cortar a laranja ao meio. 3. Espremer a laranja no espremedor...'
dupla ou grupo
Desvendando a Paridade em Fluxo
Em duplas, vocês receberão 5 cartões com números naturais (ex: 22, 39, 60, 85, 112). Para cada número, vocês devem: 1. Escrever em linguagem natural o algoritmo para verificar se ele é par ou ímpar. 2. Desenhar o fluxograma correspondente, utilizando os símbolos aprendidos (Início/Fim, Entrada/Saída, Processo, Decisão e Setas de fluxo). 3. Chegar à conclusão se o número é par ou ímpar, explicando o porquê com base no algoritmo e no caminho percorrido no fluxograma. Por exemplo: Para o número 22, o algoritmo inicia com 'Dividir 22 por 2'. O resultado é 11 e o resto é 0. No fluxograma, a decisão 'O resto é zero?' levará à resposta 'SIM', indicando que 22 é par.
avaliativa
Desenhando a Lógica Numérica
Considere o problema de verificar se um número natural qualquer é par ou ímpar. A. Escreva um algoritmo completo em linguagem natural com todos os passos necessários para resolver esse problema. B. Desenhe o fluxograma que representa esse algoritmo, utilizando os símbolos corretos (Início/Fim, Entrada/Saída, Processo, Decisão e Setas de fluxo). C. Aplique seu fluxograma para determinar a paridade do número 97 e do número 184, indicando o caminho percorrido (qual decisão foi tomada e qual saída foi alcançada) em cada caso.
Como avaliar a habilidade EF06MA04
A avaliação desta habilidade deve focar na capacidade do estudante de decompor um problema simples em etapas lógicas e representá-las de forma visual. É crucial observar a clareza e a completude da linguagem natural do algoritmo, a correção da simbologia e da sequência lógica no fluxograma, e a aplicação consistente desses passos para determinar a paridade de números específicos. A compreensão da divisibilidade por 2 como critério de paridade é fundamental para a etapa de decisão no fluxograma.
Questão 1
Uma lanchonete oferece um desconto de 10% se o valor total da compra for superior a R$50,00. Caso contrário, não há desconto. Desenhe um fluxograma que represente esse processo, considerando que a entrada é o 'Valor Total da Compra' e as saídas são 'Aplicar 10% de desconto' ou 'Não aplicar desconto'.
Questão 2
Considere o número 256. Construa um algoritmo em linguagem natural para determinar se 256 é par ou ímpar. Em seguida, represente esse algoritmo por um fluxograma e indique qual será a conclusão (par ou ímpar) ao seguir os passos para o número 256.
Erros comuns dos alunos (e como abordá-los)
Os erros mais comuns que os alunos podem cometer ao trabalhar com esta habilidade incluem a confusão na sequência dos passos do algoritmo, especialmente a ordem das operações e das decisões, o que pode levar a uma lógica falha. Muitos estudantes também podem ter dificuldade em traduzir corretamente a linguagem natural para a simbologia do fluxograma, misturando retângulos (processo) com losangos (decisão), ou esquecendo as setas de fluxo que indicam a direção. Outra falha frequente é não conseguir aplicar o critério de divisibilidade por 2 corretamente na etapa de decisão, ou seja, não entender que 'resto zero' significa par. Para abordar esses erros, é essencial retomar exemplos concretos do cotidiano, reforçar a função específica de cada símbolo do fluxograma e praticar a construção coletiva de algoritmos e fluxogramas para diferentes problemas simples, enfatizando sempre a lógica sequencial e a função de cada etapa.